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O
QUE SE FAZ
Viseu tem sido apropriadamente chamada "Cidade do Verde Pinho", pois está
rodeada de imensos pinheirais que parecem exercer a sua influência tranquila
sobre a simpática e animada capital de distrito.
Foi berço de um dos maiores artistas portugueses do século XVI: Grão Vasco
(1475-1540), que dá hoje nome a um museu, um hotel e até uma marca de vinho. O
museu, instalado no antigo paço episcopal, exibe algumas das suas obras-primas e
quadros de outros pintores da época da escola de Viseu.
Os visitantes podem ainda admirar a Porta do Soar de Cima, aberta na cerca
afonsina do século XV, a graciosa fachada em estilo rococó da Igreja da
Misericórdia, ou a catedral do século XVII, com as suas torres gémeas.
A encantadora cidade antiga exibe um labirinto de ruelas onde ainda se podem
descobrir janelas manuelinas, velhas oficinas de latoeiros e curiosas lojinhas
baixas.
Todas as terças-feiras, a cidade fervilha com o mercado, mas em Setembro a feira
prolonga-se por todo o mês e atrai milhares de visitantes.
Através do concelho, inúmeras aldeias pitorescas ainda conservam as suas casas
com as características varandas em madeira, e belos solares erguem-se nas
quintas.
O artesanato inclui cestaria de verga e vime e renda de bilros.
Viseu é conhecida pelos seus óptimos restaurantes, onde pratos tradicionais
portugueses são servidos em grande variedade e abundância.
Capital de Distrito, situada em plena Beira Alta, teve a sua origem numa
povoação situada no cimo do monte onde se situa a Sé. Já durante a ocupação
romana era a capital de um grande território.
Viseu é o centro de amplo planalto
entre o Caramulo e a Estrela, a Estrela que o distrito não atinge, cortado no
Mondego. Saudável clima onde chegam os ares do mar para povoarem tudo de
pinheiros. Há milho e centeio, pomares de macieiras, vinhos do Dão, macios e apalhetados, laranjais em Besteiros. Há mil aldeias quase todas à sombra de um
campanário. Foram terras de fidalgos antigos que deixaram, quase sempre, os
palácios abandonados.
| HISTÓRIA
(muito resumidamente) |
Pouco se sabe das primeiras origens de Viseu. Quando o invasor romano
se afirmou senhor deste território no séc. II a.C. deram-se alterações
substanciais no aglomerado urbano e na ordenação económica. No período da
monarquia suévico-visigódica a cidade tinha uma importância que a fez escolher
para cabeça de bispado. Data de 569 a primeira assinatura de um bispo de Viseu.
Nos séculos VIII a XI a cidade sofre o vai-vem destrutivo das razias de mouros e
cristãos até ser definitivamente conquistada por Fernando Magno em 1057. Em 1123
Dona Teresa concede à cidade o primeiro Foral.
O Distrito de Viseu situa-se na Região Centro/Norte de Portugal, a sul do Rio
Douro entre os Distritos da Guarda a oriente, Aveiro a ocidente e Coimbra a sul.
Com 5.007 Km2 de superfície, abrange 24 concelhos e, tomando como referência a
Sé de Viseu, compreende as seguintes coordenadas geográficas: latitude 40º 39'
40" N, longitude 07º 54' 42" W, altitude 450 metros.
A parte norte e nordeste é atravessada pelas serras da Lapa, Leomil e Montemuro
para Norte das quais se estende a bacia hidrográfica do rio Douro e seus
afluentes. A área ocidental do distrito é dividida pelo rio Vouga, sobressaindo
a norte as serras de S. Macário, Arada e Gralheira e a sul as serras das Talhada
e Caramulo. A sul e sudeste localiza-se a bacia do rio Mondego e a do seu
afluente rio Dão.
Os seus monumentos o obras de arte são do maior interesse para o
visitante. O Museu Grão Vasco, a Casa-Museu Almeida Moreira, a Sé Catedral, as
suas variadíssimas e lindas igrejas, os seus palácios, magníficos exemplares da
construção dos séculos XVI a XVIII e a Cava de Viriato, importante
intricheiramento militar Romano, são visitas que se recomendam. ...
VISEU
Latoaria;
Mobiliário de madeira;
Ferro forjado.
ARREDORES DE VISEU
Cestaria de vime;
Cestaria de verga;
Tecidos de lã.
FRAGOSELA
O flores de papel
BODIOSA
Estanhos
CALDE
Tecidos de linho
TORREDEITA
Rendas de bilros